Um enfermeiro nomeado para coordenar uma estrutura de licenciamento de energias renováveis pediu demissão ao fim de apenas cinco dias. O episódio desencadeou críticas, dúvidas sobre critérios de nomeação e, sobretudo, abriu espaço para discutir o que significa garantir competência técnica e boa governança em transição energética.
| Pouco tempo? Aqui está o essencial: ⚡ | 🎯 |
|---|---|
| Ponto | Resumo |
| ✅ Ponto-chave #1 | Funções críticas em renováveis exigem competências técnicas verificáveis 🧭 para manter confiança pública e cumprir metas de licenciamento. |
| ✅ Ponto-chave #2 | Use uma matriz de competências 🔍 que combine engenharia, regulação, gestão de projeto e diálogo com stakeholders. |
| ✅ Ponto-chave #3 | Evite a pressa sem critérios ⏳: a substituição improvisada custa tempo, credibilidade e pode paralisar processos. |
| ✅ Bônus | Implemente um plano de continuidade 🧩 com checklists, documentação viva e suplentes nomeados previamente. |
Enfermeiro que liderava projeto de energias renováveis: o que a demissão em 5 dias revela
Uma nomeação para a EMER 2030 ter recaído sobre um profissional sem experiência comprovada no setor energético expôs uma fragilidade recorrente: quando a transição verde acelera, multiplicam-se estruturas, metas e prazos, e a pressão para “ter alguém no lugar” supera a exigência de alinhamento entre perfil e missão. O desfecho rápido, com demissão ao 5.º dia, mostra que confiança institucional e qualificação técnica são inseparáveis.
Em licenciamento de renováveis, coordenar é mais do que gerir agendas. É dominar normativos ambientais, matrizes de impacto, cronogramas de obra, compatibilização com a rede elétrica e processos de consulta pública. Se o coordenador não lê um layout de parque fotovoltaico, não entende curtailment ou não sabe enquadrar um EIA com prazos de audiência, abre-se um fosso entre decisão e realidade. Resultado? Atrasos, recursos e perda de credibilidade perante comunidades e investidores.
Porque a escolha gerou contestação imediata
Ordens profissionais e especialistas apontaram a ausência de experiência específica como um risco operacional. A crítica não é corporativa; é de gestão de risco. Em estruturas temporárias, cada mês conta para ligar megawatts à rede. Uma curva de aprendizagem sem mentoria técnica robusta custa prazos e, muitas vezes, penaliza projetos já maduros. Ao mesmo tempo, a percepção pública de “improvisação” alimenta desconfiança em processos que pedem, por natureza, previsibilidade e participação informada.
Impacto na confiança pública e nos próprios projetos
Mesmo que equipes técnicas sejam sólidas, a figura do coordenador tem peso simbólico. É ela que arbitra conflitos de agenda, media expectativas de municípios e promotores e dá o rosto em audiências. Quando a liderança vacila, a base treme. Para você, que acompanha obras, certificações ou candidaturas, a mensagem é prática: liderança técnica reduz ruído, encurta caminhos e protege o calendário. Essa é a lição primordial deste caso.
Insight final: em transição energética, legitimidade técnica é parte do licenciamento tanto quanto um parecer favorável.

Nomeações em renováveis sem sobressaltos: critérios objetivos e passos práticos
Para evitar repetições, estabeleça um roteiro de seleção que una técnica, gestão e serviço público. Uma matriz de competências, simples e verificável, é a melhor aliada. A fórmula é direta: experiência comprovada + domínio regulatório + gestão de stakeholders + ética de decisão. Sem estes quatro vértices, a coordenação falha.
Matriz de competências para coordenadores de licenciamento
Construa uma grelha com níveis (iniciante a avançado) para áreas críticas. Exemplos úteis para você aplicar na câmara municipal, agência regional ou consórcio:
- 🧠 Engenharia e ambiente: leitura de projetos, EIA/RIMA, compatibilização com setbacks, avifauna e corredores ecológicos.
- ⚖️ Regulação e legal: Diretivas europeias, articulação com CCDR/APA, prazos de audiência, servidões e expropriações.
- 🗂️ Gestão de projeto: Gantt realista, análise de caminho crítico, planos de mitigação e relatórios executivos.
- 🤝 Stakeholders: mediação com juntas de freguesia, proprietários, ONGs e DSO/TSO.
- 🔐 Ética e transparência: declaração de interesses, registro de decisões e comunicação clara.
Um caso prático: num município do interior com três parques solares a licenciar, a equipe criou um “painel semanal de bloqueios” (ambiente, rede, cadastro, vizinhança). O coordenador certa vez sem bagagem técnica adiou decisões por incerteza, e o cronograma derrapou dois trimestres. Após reestruturar o perfil exigido e criar mentoria técnica com engenheiros seniores, os tempos de resposta caíram 40%.
Ferramentas simples ajudam: uma checklist de submissão por tipologia (eólica, solar, híbridos) e um guia de audiência pública para alinhar linguagem técnica com perguntas da comunidade. E, para a rastreabilidade, um log de decisões com justificativas curtas reduz revisões e pedidos de esclarecimento.
Se você gere equipes, institua um “visto técnico duplo” para marcos-chave (admissibilidade, pareceres, emissão de licença). É ágil e previne erros com efeito dominó.
Insight final: critérios objetivos hoje são menos ruído e mais megawatts amanhã.
Como proteger o calendário após uma saída repentina
Demissões em funções críticas acontecem. A diferença entre atraso crônico e continuidade está num plano de transição pronto antes de a cadeira ficar vaga. Três elementos fazem a ponte: documentação viva, suplência designada e governança de crise com prazos curtos.
Checklists e documentação viva
Mantenha um dossiê digital por projeto, com estado do licenciamento, pendências por entidade, mapas atualizados, condicionantes e compromissos assumidos em ata. Exija que cada reunião produza um resumo executivo de 5 linhas e prazos vinculados. Na saída do coordenador, um suplente lê o dossiê e assume em 48 horas.
Crie também um “mapa de calor de risco” por projeto (vermelho, amarelo, verde) e data de revisão quinzenal. Assim, a substituição não começa do zero; inicia já mirando o que importa.
Governança de crise em 10 dias
- 📌 Dia 1-2: nomear coordenação interina e comunicar formalmente a todos os stakeholders.
- 🗺️ Dia 3-4: rever prazos críticos, atualizar Gantt e acordar prioridades.
- 🧾 Dia 5-7: validar pareceres pendentes e travar decisões que careçam de reforço técnico.
- 🧩 Dia 8-10: fechar plano de 30 dias com entregáveis e responsáveis.
Exemplo realista: num corredor logístico com quatro ligações à rede, a saída do coordenador foi colmatada com uma equipe-tampão de dois engenheiros e um jurista ambiental. O quadro de prioridades manteve três autorizações dentro do prazo e empurrou apenas um ponto para a reunião seguinte da CCDR.
Insight final: transição bem preparada transforma crise em rotina controlada.
Competências essenciais para coordenar a EMER 2030 e estruturas afins
Para coordenar licenciamento de renováveis, o perfil deve combinar técnica e articulação. Eis o que distingue desempenhos robustos:
Domínios técnicos incontornáveis
– Engenharia de sistemas: interligação com rede, perdas, curtailment, estudos de capacidade.
– Ambiente: EIA, fauna e flora, ruído, paisagem, compensações e monitoramento.
– Planejamento: PDM, REN, RAN, servidões e compatibilização com usos existentes.
– Legal e regulatório: prazos, audiências, pareceres vinculativos e não vinculativos, recursos.
Habilidades ponte: gestão de conflito, síntese executiva e comunicação clara. Numa audiência em que moradores temem sombras ou ruído, o coordenador traduz dB(A) e sombreamento sazonal em linguagem simples, sem perder rigor. Assim, a confiança cresce e a participação melhora.
Estudo de caso: no “Parque Solar do Vale”, a equipe reconfigurou fileiras para afastamento de linhas de água e usou painéis bifaciais para manter a produção. O coordenador, com leitura técnica apurada, substituiu 60 dias de controvérsia por 15 dias de ajuste de layout e acordo com a autarquia.
Para desenvolvimento contínuo, aposte em formações curtas e aplicadas e em comunidades de prática. Plataformas como Ecopassivehouses.pt ajudam você a acompanhar materiais sustentáveis, integração com arquitetura bioclimática e a tradução do jargão técnico para decisões de obra eficientes.
Insight final: técnica sólida somada à capacidade de explicar é a verdadeira liderança.
O que esta polêmica pode melhorar: transparência, mérito e serviço ao território
Críticas à nomeação e à demissão relâmpago não são um fim; podem ser um começo. Há três frentes de melhoria com impacto imediato: processos de seleção transparentes, planos de sucessão e contratos de desempenho focados em marcos de licenciamento.
Propostas práticas que você pode adotar já
- 🧾 Publicar perfis de função com competências mínimas e desejáveis, reduzindo espaço para escolhas opacas.
- 🧪 Introduzir provas técnicas curtas na seleção: estudo de caso de 2 páginas com prazos e riscos.
- 🫱🏽🫲🏿 Criar comitês mistos (engenharia, jurídico, participação pública) para entrevistas.
- 🪜 Definir trilhas de progressão internas, para aproveitar talento já exposto a dossiês complexos.
- 🧭 Ligar bônus institucionais a entregáveis: tempo de resposta, qualidade de pareceres, satisfação de municípios.
Quando o território percebe método, a resistência baixa. É aí que projetos passam de “polêmica” a “orgulho local”, com parques integrados na paisagem, comunidades de energia e contrapartidas tangíveis (reabilitação de caminhos, sombreamento agrícola, mitigação de poeiras). Para você que ambiciona autonomia energética em edifícios e bairros, este é o passo lógico: governança que inspira confiança acelera também a adoção de soluções em pequena escala, do telhado solar ao armazenamento compartilhado.
Insight final: meritocracia visível é combustível para a transição energética que funciona na vida real.
Fonte: sicnoticias.pt


