A vice-presidência de Miguel Marques na Secção de Municípios para as Energias Renováveis da ANMP abre uma janela de oportunidade para acelerar projetos locais, clarificar regras e aproximar a transição energética da sua casa. O foco está em resultados práticos: menos burocracia, mais produção limpa, edifícios eficientes e benefícios diretos para as famílias.
| Pouco tempo? Aqui está o essencial: ⏱️ | Impacto para você ⚡ |
|---|---|
| ✅ Miguel Marques é vice-presidente da Secção de Energias Renováveis da ANMP (mandato até 2029) | Mais coordenação municipal e projetos com efeitos reais na sua fatura |
| ✅ A Mesa inclui Ana Rita Dias (presidente), Eduardo Tavares, Marta Prates e João Silva Cruz | Rede política ativa para impulsionar soluções em todo o país |
| ✅ Em debate: IMI dos centros eletroprodutores (barragens, eólicas, fotovoltaicos) | Receitas locais podem financiar eficiência, apoio social e comunidades de energia |
| ✅ Prioridade: planos municipais de energia conectados à habitação eficiente | Orientação prática para instalar solar, isolar a casa e reduzir consumos |
| ✅ Boa prática: licenciamento mais ágil com participação das autarquias | Menos atrasos e mais previsibilidade para quem investe ♻️ |
Miguel Marques na ANMP: liderança renovável com impacto municipal e doméstico
A eleição de Miguel Marques para a vice-presidência da Secção de Municípios para as Energias Renováveis da ANMP sinaliza um reforço do papel dos territórios na tomada de decisão energética. Autarca em Oleiros e vice-presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, traz experiência de gestão próxima das populações, útil para transformar metas em obras, contratos e poupanças palpáveis. O mandato decorre até 2029, um horizonte suficiente para estruturar investimentos e colher resultados.
Esta Secção reúne uma equipa diversa: Ana Rita Dias (Vila Pouca de Aguiar) preside, com Eduardo Tavares (Alfândega da Fé), Marta Prates (Reguengos de Monsaraz) e João Silva Cruz (Mangualde) a reforçar a Mesa. A pluralidade geográfica e climática é uma força: do vento transmontano ao sol alentejano, passando pelas linhas de água e serras do Centro, as soluções variam, mas o objetivo é comum — aumentar a produção limpa e a eficiência energética com benefícios locais.
No topo da agenda surge um tema decisivo: a cobrança do IMI aos centros eletroprodutores como barragens, parques eólicos e fotovoltaicos. Quando bem calibrado, este imposto ajuda a compensar os impactos territoriais e a financiar programas municipais de eficiência, apoio à pobreza energética e manutenção de infraestruturas. A previsibilidade fiscal, somada a critérios transparentes, cria confiança para investidores e justiça para quem recebe os projetos no seu território.
Outro dossiê sensível é a articulação entre licenciamento, ordenamento e participação municipal. Uma posição mais vinculativa das autarquias em pareceres técnicos pode evitar implantações mal planejadas, reduzir conflitos e alinhar projetos com as vocações locais. Para você, isto traduz-se em menos ruído burocrático quando precisar de instalar painéis solares, uma bomba de calor ou melhorar o isolamento da sua casa, graças a regras claras e a balcões municipais mais preparados.
Em paralelo, os municípios ganham margem para estruturar comunidades de energia, reabilitar edifícios próprios com soluções passivas e mobilizar redes de fornecedores locais. Imagine a escola básica convertida em referência de autoconsumo, com telhados fotovoltaicos e ventilação eficiente: é educação ambiental na prática e alívio permanente na fatura pública. A liderança de Miguel Marques pode acelerar esta viragem, conectando visão política e execução técnica.
Para o leitor, o ganho é direto: mais informação útil, candidatura a programas simplificada e orientações coerentes entre município, região e país. Quando a governança é clara, o investimento doméstico floresce. Eis o ponto essencial desta nova fase: política energética municipal pensada para gerar conforto, saúde e contas mais leves.

Planos municipais de energia renovável: do território à sua fatura de eletricidade
Os Planos Municipais de Energia e Clima ganham tração quando cruzam cartografia, dados de consumo e metas realistas. Com a Secção da ANMP mais ativa, é expectável ver roteiros concretos por concelho: telhados públicos inventariados, zonas de vento e sol mapeadas, corredores ambientais protegidos e uma carteira de projetos priorizada por impacto. A diferença está no método: metas quantificadas, cronogramas semânticos e indicadores de conforto térmico, não apenas de potência instalada.
Tomemos um caso inspirado em Oleiros: a autarquia identifica três áreas para fotovoltaico de média escala, associa cooperativas locais como parceiras e garante arrendamentos de longo prazo transparentes. Os contratos preveem uma contribuição anual para um Fundo Municipal de Energia, dedicado a isolar habitações antigas, trocar esquentadores por bombas de calor e instalar solar térmico em lares. Resultado? Menos emissões, mais emprego local e contas de eletricidade estabilizadas para famílias vulneráveis.
Em Vila Pouca de Aguiar, presidida por Ana Rita Dias, a prioridade pode estar no armazenamento para gerir picos de produção eólica; em Reguengos de Monsaraz, liderado por Marta Prates, a vocação solar orienta telhados fotovoltaicos com sombreamento vivo, reduzindo ganhos térmicos no verão; em Mangualde, com João Silva Cruz, o enfoque recai na reabilitação térmica do parque habitacional, essencial para conforto e saúde. A ANMP funciona aqui como laboratório de boas práticas replicáveis.
Para você, o caminho pode começar por um diagnóstico energético simples: observar contas dos últimos 12 meses, registrar picos de consumo e avaliar conforto por divisão. Depois, três passos práticos tendem a gerar 20% a 40% de poupança quando combinados: isolamento de coberturas e paredes acessíveis, estanqueidade de caixilharias com vedantes de qualidade e substituição de iluminação por LEDs bem dimensionados. Associar isso a uma microgeração fotovoltaica de 2 a 4 kW, com ou sem bateria, consolida o ganho.
A coordenação municipal pode ainda oferecer balcões de apoio à decisão: simulações neutras de retorno, lista de instaladores qualificados e modelos de contrato claros. Quando a informação é honesta e comparável, evitam-se escolhas caras e soluções sobredimensionadas. É esta a viragem prometida por uma Secção de Renováveis atuante: menos complexidade, mais decisões certas.
Finalmente, é crucial integrar mobilidade elétrica e aquecimento eficiente no mesmo raciocínio. Um carregador doméstico programado para horas de sol, aliado a uma bomba de calor com curva climática bem ajustada, transforma a sua casa num ecossistema coerente. Nos próximos anos, quem planear de forma integrada colherá as maiores poupanças e o melhor conforto sazonal. O recado é claro: planeje agora, colha até 2029.
Habitação eficiente e casas passivas: alinhar arquitetura com a estratégia da ANMP
O edifício mais barato de aquecer é o que perde menos calor e ganha frescura sem esforço. A filosofia passiva — isolamento contínuo, estanquidade ao ar, ventilação com recuperação de calor e sombreamento inteligente — encaixa na ambição municipal de cortar consumos e emissões. Quando municípios e cidadãos remam na mesma direção, o resultado é uma teia de pequenas vitórias: escolas confortáveis, centros de saúde sem condensações, casas que respiram ar limpo e contam com energia solar.
Arquitetura bioclimática começa no posicionamento. Maximizar ganhos solares no inverno e proteger vãos no verão com brises, varandas ou árvores de folha caduca é meio caminho andado. Depois, entram os detalhes que fazem a diferença: correção de pontes térmicas em pilares e varandas, caixilharias com ruptura térmica, vidros de fator solar adequado e uma camada de isolamento bem pensada. Tudo isso reduz cargas térmicas e permite que bombas de calor trabalhem com baixos consumos, mantendo conforto estável.
Exemplo prático: numa moradia dos anos 90 em Oleiros, a simples aplicação de 10 a 12 cm de ETICS em fachadas, isolamento de cobertura em lã de rocha e substituição de janelas por classe A+ cortou em cerca de 50% a necessidade de aquecimento. Com um sistema fotovoltaico de 3,6 kW e um pequeno termoacumulador com resistência controlada por excedente solar, a água quente passou a vir maioritariamente do sol. Conforto mais alto, contas mais baixas e ar interior mais saudável — sem obras radicais.
O papel municipal aqui é desbloquear informação e monitorização. Programas de termografia sazonal, balcões de assessoria gratuitos e parcerias com escolas profissionais podem escalar a formação de equipas locais. Quando os cidadãos percebem, por exemplo, que um VMC com recuperação de calor elimina humidades e estabiliza CO2 interior, deixam de ver o equipamento como luxo e passam a encará-lo como saúde e produtividade.
Ferramentas e passos que funcionam na sua casa
Três ferramentas de baixo custo aceleram decisões corretas: registos de temperatura e humidade por divisão (data loggers), medidores de consumo por tomada e uma auditoria visual a infiltrações de ar com teste simples de pressão (porta e exaustor). Com isso, prioriza-se o que dá retorno mais rápido. Na plataforma Ecopassivehouses.pt encontra-se orientação prática para sequenciar intervenções e evitar desperdícios.
Se está a projetar nova construção, peça ao seu projetista que modele cargas térmicas sazonais e explore materiais de baixa pegada, como madeira estrutural, cortiça e argamassas naturais. Combine isso com ventilação noturna no verão e ganhos solares passivos no inverno. Para reabilitação, pense em camadas reversíveis e em fases: primeiro envolvente, depois sistemas, por fim fotovoltaico e automação. O equilíbrio certo evita sobredimensionar máquinas e garante conforto silencioso, o melhor indicador de projeto bem-sucedido.
Financiamento, IMI e regras claras: como a ANMP pode destravar investimentos locais
Sem um modelo financeiro estável, a transição arrasta-se. A discussão sobre o IMI de centros eletroprodutores — barragens, eólicas, fotovoltaicos — pode ser a chave para dotar municípios de receitas previsíveis dedicadas a eficiência energética e combate à pobreza energética. Com uma parcela destas receitas vinculada a programas locais, ganham as famílias e ganha o território, ao mesmo tempo que se melhora a aceitação social dos projetos.
Transparência é palavra de ordem. Publicar mapas de incidência fiscal, contratos-tipo e relatórios anuais de afetação de receitas constrói confiança. Se os munícipes sabem que parte do IMI de um parque fotovoltaico financia a reabilitação térmica do bairro e a troca de equipamentos obsoletos por bombas de calor, a conversa muda. Os investidores também agradecem: previsibilidade fiscal reduz risco e custo de capital.
Outro travão frequente é o licenciamento. Um guichet único municipal com checklists padrão para autoconsumo residencial, ligações à rede e comunidades de energia encurta prazos. Treinar equipas técnicas e partilhar boas práticas entre municípios via ANMP tem efeito imediato. Acrescente-se a isso uma articulação mais firme com operadores de rede para planear reforços e gerir capacidade de ligação e o cenário torna-se fértil para investimento sério.
Prioridades em linguagem simples para municípios e famílias
- 🧭 Planejamento local claro: mapear telhados, vento e zonas sensíveis antes de licenciar
- 🧾 Regras estáveis: IMI previsível com afetação a fundos de eficiência e apoio social
- ⚙️ Procedimentos simples: checklists públicos e prazos máximos para autoconsumo
- 🤝 Comunidades de energia: partilha de sol entre vizinhos com estatutos transparentes
- 🏫 Exemplos públicos: escolas e piscinas municipais como projetos-piloto de referência
- 📊 Monitorização: publicar indicadores trimestrais de poupança e conforto
Considere um cenário-tipo: um concelho cria uma comunidade de energia com telhados municipais e adesão voluntária de moradores. O excedente abastece equipamentos públicos; os membros recebem descontos proporcionais à sua quota. Parte do IMI dos parques fotovoltaicos próximos alimenta um fundo que isola lares de idosos e atribui kits de LEDs e arejadores eficientes. Regras claras, missão social e contabilidade aberta: a aceitação sobe, e os resultados também.
Em síntese operacional, a Secção da ANMP pode ser o centro de gravidade que faltava: juntar técnicos, autarcas e reguladores à volta de procedimentos padrão e de um calendário comum. O efeito prático mede-se em obras concluídas, não em anúncios. O passo seguinte? Transformar boas intenções em minutas, guias e acordos prontos a usar.
Exemplos inspiradores e roteiro prático até 2029 para municípios e famílias
Cenários reais ajudam a decidir. Imagine a “Casa do Ribeiro”, moradia de 140 m² num vale da Beira Baixa: após auditoria, a família substitui janelas, isola a cobertura com 16 cm de cortiça e instala 4 kW de fotovoltaico com microinversores. Uma bomba de calor abastece piso radiante de baixa temperatura. Ao fim de 12 meses, a poupança ronda 35% na fatura e o conforto de verão melhora radicalmente graças a sombreamento exterior e ventilação noturna. Sem milagres, apenas boas decisões em sequência lógica.
Num município de referência, a piscina municipal migra para bomba de calor com recuperação do ar de exaustão, alimentada por 300 kW de fotovoltaico no parque vizinho via comunidade de energia. O resultado é queda substancial do custo operacional e melhoria da qualidade do ar interior. Ao mesmo tempo, o concelho cria um balcão da energia que ajuda famílias a ler orçamentos, comparar propostas e candidatar-se a incentivos, reduzindo erros e atrasos.
Para orientar decisões até 2029, vale um roteiro simples em quatro frentes: casa, comunidade, município e financiamento. Em casa, foque a envolvente (isolamento e estanquidade), os sistemas (bomba de calor e VMC) e o autoconsumo. Na comunidade, avalie adesão a projetos coletivos em telhados públicos. No município, participe em consultas e partilhe dados de consumo para melhorar o planejamento. No financiamento, procure contratos transparentes, com garantias e manutenção previstas.
Como ponto de partida imediato, uma verificação de uma hora já rende frutos: reveja a potência contratada, instale arejadores nas torneiras, ajuste termóstatos e programe equipamentos para horas solares. Depois, planeje intervenções de maior impacto com base em medições, não palpites. Use a rede municipal e recursos como a Ecopassivehouses.pt para validar escolhas e evitar armadilhas contratuais.
Num país de climas variados e património edificado heterogêneo, soluções únicas falham. A força desta nova fase na ANMP, com Miguel Marques na vice-presidência, está em combinar padronização do que conta (regras, métricas, prazos) com adaptação ao local (clima, morfologia, tecido social). Quando municípios e cidadãos convergem, cria-se um circuito virtuoso onde cada euro investido puxa pelo seguinte, e cada melhoria de conforto reforça a vontade de continuar.
Antes de fechar esta leitura, uma ação simples: escolha hoje um espaço da sua casa e meça temperatura e humidade durante uma semana. Esse pequeno retrato ajuda a decidir onde investir primeiro — e, passo a passo, transforma a sua habitação numa casa mais confortável, eficiente e preparada para o futuro. 🌱
Fonte: rcb-radiocovadabeira.pt


