A ampliação da UPAC da BioSmart em São Bartolomeu de Messines é um exemplo claro de como a indústria pode acelerar a transição energética com decisões técnicas bem fundamentadas.
Este avanço reforça a produção de energia renovável no Algarve e demonstra que eficiência, estabilidade operacional e redução de emissões podem caminhar juntas com bom senso e resultados concretos.
| Sem muito tempo? Aqui estão os principais pontos: |
|---|
| ✅ Capacidade ampliada para 94,44 kWp ⚡ — mais de 40% das necessidades elétricas cobertas por fotovoltaico 🌞 |
| ✅ 114 novos painéis 🧩 — expansão de 23,76 kWp (2020) para um sistema otimizado para autoconsumo 📈 |
| ✅ Menos 21 tCO₂/ano 🌍 — equivalente a ~548 árvores 🌳 em captura de carbono |
| ✅ Estabilidade de custos 💶 — menor exposição à volatilidade do mercado elétrico e maior previsibilidade operacional |
Ampliação da UPAC em São Bartolomeu de Messines: 94,44 kWp para autoconsumo com impacto imediato
Em São Bartolomeu de Messines, a BioSmart concluiu a expansão da sua Unidade de Produção para Autoconsumo (UPAC), elevando a potência instalada para 94,44 kWp. O salto é expressivo quando comparado ao sistema anterior, ativo desde julho de 2020, com 23,76 kWp. O reforço vem com a instalação de 114 painéis fotovoltaicos, configurados para maximizar autoconsumo em regime industrial e reduzir perdas por injeção na rede.
O dimensionamento foi afinado para a curva de carga do centro de produção, privilegiando as horas solares de maior atividade. Resultado? Mais de 40% das necessidades elétricas passam a ser supridas por energia limpa, com benefícios técnicos e financeiros que se traduzem em menor intensidade carbónica por tonelada de material valorizado. Em termos práticos, a operação ganha robustez e previsibilidade numa altura em que a eletricidade no mercado grossista continua volátil.
Para tornar isto tangível, imagine a rotina de Marta, gestora de operações no EcoParque. Antes, os picos de ventilação e controle de processo dependiam integralmente da rede. Agora, os períodos de maior irradiação cobrem boa parte desses consumos com fotovoltaico, reduzindo custos e ruídos de fundo na gestão diária. Com monitoramento em tempo real, a equipe consegue alinhar tarefas intensivas — como aeração, transferência de pilhas e gestão de biofiltros — às janelas de maior produção solar.
O que muda com a nova UPAC
Uma UPAC industrial não é apenas um conjunto de painéis no telhado. É um sistema que conversa com a operação, otimizando fluxos e consumos. Quando bem desenhado, diminui o payback e aumenta a resiliência energética. A expansão em Messines cumpre esse princípio: gera de dia o que a unidade mais precisa e reduz o recurso a eletricidade de origem fóssil.
- 🌞 Cobertura solar eficaz: painéis orientados para maximizar produção nas horas de maior carga.
- 🧠 Gestão ativa de consumos: ajustar aeração e ventilação às janelas solares reduz picos de rede.
- 🔌 Menos injeção não remunerada: prioridade total ao autoconsumo para eficiência econômica.
- 🛠️ Manutenção previsível: planos sazonais para garantir performance acima do esperado.
- 📊 Medição e verificação: dashboards de produção/consumo facilitam decisões rápidas.
Este é o tipo de intervenção que cria valor operacional e ambiental, ao mesmo tempo. E quando a curva de carga “abraça” a curva solar, o resultado é eficiência real, não apenas retórica.
| Indicador 🔎 | Antes (2020) ⏳ | Agora 🚀 | Benefício-chave ✅ |
|---|---|---|---|
| Potência instalada | 23,76 kWp | 94,44 kWp | Mais produção solar nas horas de maior consumo ⚡ |
| N.º de painéis | — | 114 | Modularidade e manutenção simplificada 🔧 |
| % necessidades elétricas | — | > 40% | Menor dependência da rede 🔌 |
| Integração operacional | Básica | Otimizada | Melhor alinhamento carga/sol ☀️ |
Em síntese: a nova UPAC não é só mais potência; é mais inteligência aplicada ao dia a dia da unidade.

Energia renovável da BioSmart reduz emissões e reforça metas de descarbonização
O reforço para 94,44 kWp traduz-se em menos 21 toneladas de CO₂ por ano face ao cenário de referência. Para quem procura imagens concretas, o valor equivale ao contributo de cerca de 548 árvores em termos de captura de carbono. Mais do que números, está em causa uma operação industrial com pegada progressivamente menor, alinhada com os objetivos nacionais de descarbonização e com o bom senso técnico de consumir onde se produz.
Este ganho ambiental tem reflexo direto na reputação e na conformidade regulatória. Unidades que tratam orgânicos e valorizam resíduos já lidam com critérios de emissões e de desempenho ambiental exigentes. Reduzir as emissões indiretas associadas à eletricidade comprada (Escopo 2) é uma forma rápida e mensurável de melhorar o desempenho global, mantendo o foco nas prioridades de processo: qualidade do composto, controle de odores e eficiência energética.
Porque é que 21 tCO₂/ano fazem diferença
No contexto de operações contínuas, 21 toneladas anuais representam uma redução consistente, repetida todos os anos de vida útil do sistema. Considerando vida útil típica de 20 a 25 anos, a contribuição acumulada é significativa, sobretudo quando combinada com outras medidas, como motores de alta eficiência e controle inteligente de ventilação. E quando o custo marginal de redução por tonelada se compara favoravelmente com outras medidas, a UPAC torna-se uma “peça-mestra” da estratégia climática.
- 🌍 Impacto direto: menos emissões Escopo 2 sem alterar a qualidade do processo.
- 📉 Relato ESG facilitado: métricas claras e auditáveis ao nível anual.
- 🌳 Equivalências compreensíveis: árvores e quilômetros não percorridos ajudam a comunicar internamente.
- 🔁 Efeito composto: ganhos acumulados ao longo de décadas de operação.
- 🧩 Sinergias: combinações com eficiência de motores e variadores de velocidade.
Num estudo interno hipotético que Marta utiliza para comunicar resultados à equipe, o quadro abaixo ajuda a traduzir os benefícios ambientais em linguagem acessível aos diferentes departamentos:
| Métrica 🌱 | Valor estimado 📏 | Equivalência visual 👀 | Observação 📌 |
|---|---|---|---|
| Emissões evitadas | ≈ 21 tCO₂/ano | 🚛 ~150.000 km evitados num veículo leve | Baseado em fatores médios de emissão |
| Equivalência em árvores | ≈ 548 árvores | 🌳 Arborização urbana simbólica | Apoia comunicação com a comunidade |
| Energia limpa gerada | Variável por irradiação | ☀️ Picos nas horas centrais | Maximiza autoconsumo local |
Para quem deseja aprofundar o funcionamento das UPACs industriais e boas práticas de integração com processos, vídeos técnicos e demonstrações reais podem ser úteis.
Ao observar casos comparáveis, fica mais simples planejar melhorias como: ajustar janelas de operação, integrar variadores e rever a posição dos inversores para otimizar cabeamentos e perdas.
Autonomia energética e estabilidade de custos: menos volatilidade, mais previsibilidade
Na prática, a ampliação para 94,44 kWp significa reduzir a “exposição” aos preços flutuantes da eletricidade, sobretudo em horários críticos. Mesmo com tarifas indexadas que possam beneficiar de preços baixos ocasionais, a previsibilidade é um trunfo operacional. A UPAC entrega eletricidade quando o sol nasce — e a operação sabe disso com antecedência. Assim, a gestão ajusta processos energívoros, reduzindo custos médios e suavizando picos de contratação.
O efeito combinado de autoconsumo e gestão de cargas traduz-se em melhor fator de utilização do fotovoltaico. Em cenários estudados pela equipe de Marta, a simples realocação de tarefas de aeração intensiva para a janela 10h–16h trouxe reduções claras na energia adquirida à rede, sem comprometer a qualidade do composto. Quando o calendário operacional é amigável ao sol, o sistema rende mais, sem custos adicionais.
Boas práticas para extrair valor do autoconsumo
Autoconsumo é mais que instalar painéis; é prática diária. E pequenas mudanças trazem grandes ganhos. Um plano trimestral de manutenção preventiva, uma revisão anual do layout elétrico e a formação de operadores para leitura de dashboards criam hábitos que, no fim do ano, se convertem em economia e estabilidade.
- 📅 Planejamento de cargas: concentrar tarefas intensivas nas horas solares.
- 🧭 Monitoramento ativo: usar alertas para ajustar desvios de produção/consumo.
- 🔋 Explorar armazenamento futuro: avaliar baterias quando a curva noturna justificar.
- 📐 Revisão de layout: minimizar sombreamentos, otimizar inclinação.
- 👩🏫 Formação da equipe: ler dados e decidir com base em indicadores.
Para apoiar decisões, um quadro de cenários ajuda a visualizar como a operação responde a diferentes perfis de consumo. Vejamos uma simplificação útil para alinhamento interno:
| Cenário 🔮 | Autoconsumo ⚡ | Despesa elétrica 💶 | Dica operacional 🧩 |
|---|---|---|---|
| Base sem otimização | Médio | Média | Mapear picos e mover tarefas para 10h–16h ⏱️ |
| Com otimização de cargas | Alto | Baixa | Coordenação diária entre operação e energia 🤝 |
| Com bateria (futuro) | Alto/noite | Baixa/estável | Viável se existir consumo noturno significativo 🌙 |
Entre previsibilidade e custo, o equilíbrio certo nasce de dados confiáveis e disciplina operacional. É assim que a UPAC se torna um “escudo” contra a volatilidade do mercado.
EcoParque Algarve: sinergias entre energia solar, compostagem e controle de odores com biofiltro
A BioSmart opera no Algarve uma unidade de tratamento de orgânicos frequentemente referida como EcoParque Algarve, com estufa de compostagem e biofiltro para tratamento do ar processado. O ar é colocado em subpressão e guiado integralmente para o biofiltro, reduzindo significativamente os odores e melhorando a relação com a envolvente. Esta infraestrutura, associada a contratos de tratamento e valorização — incluindo lamas de ETAR geridas na região — exige energia elétrica contínua e confiável.
Neste contexto, a UPAC ampliada fornece eletricidade limpa para sistemas de ventilação, aeração e controle ambiental, atenuando consumos de base que, de outra forma, dependeriam da rede. Quando a energia necessária para mover o ar no processo de compostagem é produzida no local, o rácio de energia por tonelada tratada desce e a operação torna-se mais competitiva. A sinergia é direta: quanto mais eficiente o processo de tratamento de ar e de pilhas, mais valioso é o kWh local gerado pelo sol.
Processo afinado e benefícios práticos
Com a ampliação fotovoltaica, Marta reorganizou a rotina de aeração, mantendo a qualidade do composto e reduzindo a compra de energia nos períodos caros. Os ventiladores e os sistemas de controle funcionam sob uma lógica de “solar-first”: nas horas de maior radiação, tarefas de maior carga são privilegiadas; nas restantes, mantêm-se os mínimos necessários. O biofiltro, peça central no controle de odores, trabalha de forma estável graças a esse equilíbrio.
- 🌀 Ventilação confiável: ar em subpressão com menor custo energético.
- 🌬️ Biofiltro eficiente: condições de operação estáveis melhoram a performance.
- ♻️ Valorização de orgânicos: energia limpa acompanha o ciclo de compostagem.
- 🏞️ Menos impacto na envolvente: operação mais silenciosa e sustentável.
- 🔁 Integração contínua: energia, odores e qualidade de produto sob o mesmo plano.
Para visualizar melhor a integração entre etapas do processo e necessidades energéticas, o quadro abaixo organiza o essencial:
| Etapa do processo 🧪 | Consumo típico ⚡ | Papel da UPAC ☀️ | Resultado 🏁 |
|---|---|---|---|
| Aeração/ventilação | Médio–alto | Cobertura nas horas solares | Menos energia da rede 🔌 |
| Controle de odores (biofiltro) | Contínuo | Suporte à carga base | Performance estável 🌿 |
| Movimentação de pilhas | Variável | Agendada para 10h–16h | Otimização de custos 💶 |
Se deseja ver exemplos de compostagem e biofiltros em operação, há bons registros técnicos disponíveis.
Integração inteligente não é luxo: é pragmatismo aplicado ao ambiente e à conta de exploração.
Grupo NOV Ambiente & Energia: ecossistema que acelera a transição e roteiro para replicar uma UPAC
A BioSmart integra o Grupo NOV Ambiente & Energia, um universo empresarial com sede em Leiria que atua de Norte a Sul do país. No mesmo grupo operam a Bioenergias e a Treciver, com atividades complementares em energias renováveis, gestão de infraestruturas e gestão ambiental. O portfólio vai da produção elétrica renovável (como eólica) à exploração de aterros (RSU, RIB, inertes e RCD), transporte e acondicionamento de resíduos, compostagem e valorização de orgânicos e subprodutos, sistemas de tratamento de águas residuais e abastecimento, engenharia eletromecânica, manutenção e consultoria de eficiência energética.
Este ecossistema explica a coerência técnica da ampliação da UPAC em Messines: energia, operação e ambiente pensados como um sistema. É o tipo de abordagem que permite replicação noutros centros de produção, desde que se respeite a realidade de cada instalação — curva de carga, sombreamentos, infraestrutura elétrica e metas ambientais. Para quem planeja seguir caminho semelhante, um roteiro passo a passo facilita decisões e evita erros comuns.
Como replicar com segurança técnica e econômica
O segredo é combinar diagnóstico rigoroso com implementação pragmática. Abaixo, ficam etapas e boas práticas que qualquer unidade industrial pode adaptar à sua escala. Se aplicarem apenas metade delas, já estarão a reduzir riscos e a encurtar o caminho para resultados tangíveis.
- 🗺️ Diagnóstico energético: medir cargas por circuito e mapear picos por horário.
- 🛰️ Levantamento solar: avaliar orientações, sombras sazonais e estrutura de coberturas.
- 📐 Dimensionamento por autoconsumo: evitar sobredimensionamento que empurre energia para a rede.
- 🔌 Integração elétrica: inversores bem posicionados e cabeamentos otimizados reduzem perdas.
- 🛡️ Segurança e manutenção: planos preventivos trimestrais e auditorias anuais.
- 📑 Licenciamento e conformidade: alinhar com requisitos das UPACs e normas aplicáveis.
- 📊 M&V e reporting: dashboards de produção/consumo e KPIs de CO₂ evitado.
O quadro seguinte resume um roteiro prático, com foco no essencial e nos resultados:
| Etapa 🧭 | Objetivo 🎯 | Ferramentas/ações 🧰 | Resultado esperado ✅ |
|---|---|---|---|
| 1. Medir | Entender consumos | Registros 15 min; separação por cargas | Curva de carga clara 📈 |
| 2. Estudar | Mapear potencial solar | Simulação de sombreamento | Layout fotovoltaico 👓 |
| 3. Dimensionar | Maximizar autoconsumo | Modelos PV+consumo | Potência otimizada ⚡ |
| 4. Integrar | Minimizar perdas | Cabeamento e inversores | Rendimento alto 🔧 |
| 5. Operar | Alinhar cargas | Agendamento 10h–16h | Menos compra de rede 💶 |
| 6. Melhorar | Afinação contínua | KPIs, manutenção, formação | Performance sustentada 🏁 |
Para aprofundar o tema da construção sustentável, eficiência e integração de renováveis nas operações, vale explorar conteúdos práticos e casos reais em Ecopassivehouses.pt, um espaço inteiramente dedicado a ideias aplicáveis ao habitat e à energia.
Se querem dar um passo agora: identifiquem três cargas que podem ser deslocadas para as horas solares e definam um teste de duas semanas — pequenos ajustes hoje abrem espaço para grandes resultados amanhã.
Fonte: planetalgarve.com


