Apesar da oposição de Trump à energia eólica, quantos empregos as energias renováveis estão gerando?

Enquanto as críticas políticas à energia eólica ganham manchetes, o mercado continua a gerar trabalho real, com impactos diretos nas cidades, na construção e nas comunidades locais. Este panorama ajuda você a ligar dados, oportunidades e decisões práticas para o seu lar e para a sua carreira.

Peu de temps ? Voici l’essentiel :
Empregos em alta: Europa com 2,04 milhões de postos em renováveis em 2024, quase 1,8 milhões na UE 🇪🇺
Onde estão as vagas: eólica com 279 100 empregos e solar com 865 000 em 2024 ☀️🌀
Boa prática: aposte em competências “prontas para obra” (projeto, instalação, O&M, gestão de energia) 🛠️
⚠️ Erro a evitar: ignorar cadeias de abastecimento, integração à rede e qualificação contínua; isso trava projetos e carreiras ⛔
🎯 Bónus: diversidade importa — mulheres são 32% do setor, mas apenas 19% na gestão; inclusão acelera inovação 👩‍🔧

Empregos nas renováveis em 2024-2026: números reais por trás do ruído político

As energias renováveis avançam, apesar de discursos controversos. Em 2024, a Europa somou 2,04 milhões de empregos no setor — com a União Europeia a concentrar pouco menos de 1,8 milhões, segundo relatórios recentes. Esta base sólida sustenta a expansão de serviços técnicos, fabricação de equipamentos e operações de campo, com impactos concretos nas economias locais.

Um estudo conjunto da OIT e da IRENA, publicado em 2025, ajuda a contextualizar: a China liderou com 43,9% do emprego mundial em renováveis; a Ásia (sem China e Índia) respondeu por 14,9%; e os 27 países da UE figuraram como a terceira maior “região” em participação global, com 10,8%. Em termos práticos, isto significa que fornecedores, instaladores e operadores europeus integram cadeias globais cada vez mais densas, desde lâminas eólicas a inversores fotovoltaicos.

Há também marcos energéticos que explicam a procura de talento. Em 2025, a energia eólica e a solar geraram, pela primeira vez, mais eletricidade do que os fósseis na UE, superando-os em 1%. Este resultado, sublinhado pelo think tank Ember, transformou metas climáticas em encomendas reais: redes a modernizar, centrais a operar, baterias a integrar e casas a renovar com autoconsumo e eficiência.

No detalhe setorial, a eólica europeia empregou cerca de 279 100 pessoas em 2024. A Alemanha foi o maior polo, com perto de 110 000 postos, seguida por Espanha e Dinamarca. Já a solar atingiu um recorde de 865 000 trabalhadores em 2024, crescendo 5% num ano — ritmo bem acima dos 0,8% do mercado de trabalho geral da UE. Estes números traduzem-se em oportunidades para quem domina projeto, instalação, operação e manutenção, gestão de obra e integração digital de sistemas.

Nem tudo é linear. A associação SolarPower Europe antecipou, para 2025, uma contração de 5% na força de trabalho fotovoltaica da UE (de 865 000 para cerca de 825 000 empregos), citando quadros políticos pouco atrativos a investimento e a sobrecapacidade global que pressiona fabricantes europeus. O ponto-chave para você: o mercado continua grande, mas exigirá mais qualidade técnica, produtividade em obra e estratégias de diferenciação.

Para orientar decisões, o quadro abaixo resume a fotografia recente. Use-o como mapa para formação, requalificação e posicionamento de negócio.

Setor 🔌 Empregos 2024 👷 Tendência 2025 📈/📉 Notas-chave 🧭
Solar fotovoltaico ☀️ 865 000 −5% estimado (≈ 825 000) Pressão de preços; foco em O&M, qualidade de instalação, autoconsumo
Eólica (on/offshore) 🌀 279 100 (UE) Misto: expansão onshore; offshore com atrasos Europa 2.º maior instalador e fabricante; gargalos na cadeia e rede
Outras renováveis ⚡ Restante do total europeu Estável a ligeiro crescimento Biomassa, bombas de calor, redes inteligentes e armazenamento

Insight final: números crescem onde há obra, manutenção e engenharia de detalhe — escolha competências aplicáveis, mensuráveis e ligadas à execução em campo.

Trump, energia eólica e o emprego: o que a política muda (e o que não muda)

As interrupções políticas nos EUA — como tentativas de cortar subsídios à solar e à eólica ou declarações contra novos parques — geram incerteza. Declarações de Donald Trump voltaram a classificar turbinas como caras e nocivas à economia e prometeram travar projetos onshore e offshore. Paradoxalmente, materiais de campanha anteriores chegaram a destacar que, entre 2016 e 2019, a capacidade eólica americana cresceu cerca de 32%, sinal de que o mercado responde a custos competitivos e a necessidades de rede, independentemente do ruído.

Porque é que isto interessa a você? Cadeias globais repercutem decisões locais. Quando projetos nos EUA abrandam, fábricas europeias podem ajustar produção; quando a Europa avança com interligações e leilões, fornecedores ganham fôlego. Em 2026, muitas empresas mantêm planos a 10-15 anos — prazos em que a volatilidade política de curto ciclo pesa menos do que a queda estrutural de custos e a necessidade de eletrificar edifícios, mobilidade e indústria.

Considere o caso de uma PME fictícia, a VentusWorks, com escritório em Braga e contratos de manutenção para parques eólicos na Galiza. Oscilações legislativas do outro lado do Atlântico pouco afetaram o core: inspeções por drones, retrofit de controladores e gestão de componentes críticos. Ao investir em diagnósticos preditivos e formação IRATA para trabalho em altura, a empresa manteve margens e ampliou equipas, mostrando como a especialização técnica protege empregos.

Há, no entanto, efeitos reais quando subsídios são cortados abruptamente ou licenças ficam paralisadas: custos de capital sobem, projetos são reprecificados, e parte das vagas migra para segmentos mais resilientes (O&M, repowering, reforço de rede). Em regiões com portos e estaleiros, como Viana do Castelo, clusters ligados ao offshore podem sentir atrasos. A resposta prática é diversificação: combos solar + armazenamento em edifícios, contratos de performance energética e serviços de gestão de energia reduzem exposição a um único segmento.

Na habitação, a instabilidade política nunca deve travar medidas com retorno claro: isolamento térmico, sombreamento, ventilação eficiente, fotovoltaico dimensionado e carregamento para veículo elétrico. Mesmo que um leilão eólico offshore atrase, a conta de luz baixa com autoconsumo e a valorização do imóvel mantém-se. E, do lado do emprego, instaladores e comissionadores com certificações sólidas continuam requisitados.

Insight final: política pode atrasar projetos, mas a “gravidade” económica puxa para tecnologias competitivas; competências e serviços de qualidade blindam o seu caminho profissional.

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Empregos na energia solar: onde estão as vagas e como posicionar a sua carreira

A energia solar segue como a porta de entrada mais rápida para trabalho qualificado no setor. Em 2024, a UE somou cerca de 865 000 empregos fotovoltaicos, com a Alemanha como maior empregadora, seguida de Espanha, Itália e Polónia. Apesar do abrandamento previsto de −5% em 2025, o volume permanece elevadíssimo, com procura consistente por instaladores, projetistas e técnicos de O&M capazes de reduzir falhas e maximizar produção.

O que explica a oscilação? Em parte, a sobrecapacidade global baixou preços de módulos, pressionando margens de fabricantes europeus; por outra, quadros políticos pós-crise energética nem sempre alinharam incentivos, rede e licenciamento. Para você, a pergunta é pragmática: como ganhar relevância num mercado mais exigente e competitivo?

Competências práticas que geram contratação

Vagas sólidas concentram-se em etapas com impacto direto no desempenho do sistema e na segurança de obra. Num edifício, um projeto mal dimensionado ou com routing deficiente pode cortar a produção anual de forma irreversível. Ao dominar normas, software e boas práticas de instalação, você diferencia-se sem depender do preço do módulo.

  • 🧭 Dimensionamento e simulação: PVSyst/Helioscope, cálculo de sombreamento, perdas DC/AC e orientação ótima.
  • 🛠️ Instalação segura em telhado: ancoragens, impermeabilização, rácio cabo-comprimento, gestão de resíduos.
  • 🔌 Eletricidade de potência: seletividade de proteções, SPD, seccionamento, inversores híbridos e integração com baterias.
  • 📡 Comissionamento e monitorização: IV-curves, termografia, KPIs de performance (PR, CUF) e O&M preditivo.
  • 🏠 Integração no edifício: compatibilidade com bombas de calor, carregadores VE e domótica de gestão de cargas.

Veja um exemplo concreto. A cooperativa fictícia Sol de Évora decidiu equipar 200 moradias com 5 kW + 5 kWh de armazenamento. Ao padronizar kits, treinar equipas para comissionamento em 90 minutos e usar monitorização centralizada, reduziu callbacks em 37% e aumentou a satisfação dos moradores. O resultado? Manutenção contratual de 5 anos e novas vagas para técnicos.

Como transformar a sua casa em laboratório de eficiência

Se gere um condomínio ou pensa numa renovação, priorize “medidas que pagam a si próprias”: isolamento, estanquidade ao ar, sombreamento e ventilação mecânica com recuperação de calor. A partir daí, dimensione o solar com base no perfil de consumo e introduza automatismos (por exemplo, aquecer água quando há excedente). Além de poupar, cria casos práticos para o seu portefólio — argumento poderoso em entrevistas.

Há ainda espaço para mercados de nicho com margens superiores: telhados históricos com integração estética, BIPV em fachadas, ou autoconsumo coletivo em bairros. Estas frentes exigem engenharia cuidadosa e documentação exemplar. Em concorrências técnicas, propostas que provam baixa taxa de falhas em 24 meses ganham vantagem sobre preços “milagrosos”.

Insight final: o sol continua a contratar quem entrega qualidade mensurável; foque-se em etapas críticas e transforme cada obra numa referência técnica.

Eólica onshore e offshore: onde os empregos nascem na cadeia de valor

A eólica europeia mantém um papel duplo: é o segundo maior instalador e o segundo maior fabricante de equipamento no mundo. Este posicionamento sustenta empregos do projeto à logística portuária, passando por lâminas, torres, nacelles, cabos, subestações offshore e software SCADA. Em 2024, a UE apresentou cerca de 279 100 empregos em eólica, com a Alemanha (~110 000) na dianteira, seguida por Espanha e Dinamarca, polos clássicos de engenharia e manufatura.

Por que, então, se fala em “dificuldades”? O offshore enfrenta aumento de custos, cancelamentos, desafios de ligação à rede e pressão na cadeia de abastecimento. Componentes maiores pedem navios especializados, janelas meteorológicas estreitas e portos adaptados. Isto atrasa cronogramas e complica o financiamento. Ao mesmo tempo, o onshore mantém expansão contínua, sobretudo em repowering: substituir aerogeradores antigos por modelos mais eficientes eleva produção sem ampliar a área ocupada.

Exemplo aplicado: o cluster costeiro e o “efeito porto”

Imagine o corredor Atlântico entre Viana do Castelo e A Coruña. Estaleiros modernizados, pátios logísticos e formação técnica em rope access e elétrica de média tensão criam um “imã” regional de emprego. Um atraso num leilão offshore pode abrandar a montagem, mas a carteira de serviços — inspeção, reforço de pás, upgrades de conversores, manutenção de subestações — sustenta equipas. Para você, o recado é claro: especializar-se em O&M e em segurança elétrica mantém empregabilidade robusta em ciclos mais turbulentos.

Integração com o setor da construção e com casas eficientes

A eólica não vive sozinha. A eletricidade gerada alimenta bombas de calor, redes de bairro e até comunidades de energia. Projetos imobiliários que combinam arquitetura bioclimática, envelope térmico exemplar e contratos de fornecimento verde criam empregos para instaladores, comissionadores, auditores energéticos e gestores de ativos. Quando um município abre uma frente para ligar escolas a PPA de eólica, surgem tarefas: adequações elétricas, gestão de perfis de carga e verificação de qualidade de energia.

Para ilustrar, a empresa fictícia NorteWind Service desenvolveu um pacote de “repowering + educação”, em que técnicos fazem manutenção programada e, em paralelo, formam equipas municipais para monitorizar indicadores de qualidade (THD, flicker). Isto gerou novas vagas e reduziu reclamações, mostrando que a literacia energética também é um vetor de emprego.

Insight final: eólica emprega quem domina operação segura, logística e integração de rede; repowering e serviços premium compensam os ciclos mais lentos do offshore.

Trabalho verde com propósito: inclusão, requalificação e salários que ficam

Crescimento sustentável pede inclusão real. Em 2024, as mulheres ocupavam 32% dos empregos a tempo inteiro em renováveis, acima do petróleo e gás (23%), mas abaixo da média global de força de trabalho (43%). Em cargos de topo, o número cai para 19%. Isto não é apenas um tema social — é também operacional: equipas diversas correlacionam-se com projetos mais inovadores, menos incidentes e melhor retenção de talento.

Como avançar? Primeira frente: recrutamento sem viés, com descrições de funções objetivas, testes técnicos cegos e metas transparentes de progressão. Segunda frente: requalificação de profissionais vindos de setores adjacentes — eletricistas, serralheiros, técnicos de AVAC — para instalação de solar, O&M eólica, redes e armazenamento. Terceira frente: horários compatíveis com cuidados familiares e programas de mentoria, aumentando a permanência no setor.

Requalificar bem é diferente de “dar um curso”

Programas eficazes focam cenários reais de obra: segurança elétrica, trabalho em altura, comissionamento, documentação conforme normas e atendimento pós-venda. Num projeto residencial, a diferença entre “instalar” e “entregar” está no dossiê técnico, nos testes e na formação do utilizador. Formações que simulam estes passos aumentam a empregabilidade imediata.

Do lado dos salários, a tendência é estabilização com prémios por certificações e por KPIs de qualidade. Técnicos que mantêm PR acima de 82% em plantas solares, ou que reduzem MTTR em aerogeradores, negociam melhor. Em PME’s, contratos de manutenção com SLA claros criam previsibilidade de receita e planos de carreira.

Considere a história da personagem fictícia Inês, 29 anos, técnica de eletrónica que migrou de retalho para O&M solar. Em 9 meses, após certificação em comissionamento e cursos práticos de IV-curve, passou de assistente a responsável de turno. Não foi “magia”: foi um percurso orientado por métricas e pela capacidade de resolver problemas em campo.

Para quem gere obras e condomínios, a inclusão também reduz custos: equipas bem formadas e diversas cometem menos erros repetitivos e documentam melhor. E, na sua casa, quando você pede propostas que valorizam qualidade, segurança e assistência — e não apenas preço — ajuda a puxar o setor para padrões mais altos, reforçando empregos que duram.

Insight final: diversidade e qualificação prática elevam a qualidade das obras e a estabilidade do emprego — duas peças do mesmo puzzle verde.

Ação imediata: escolha uma competência concreta para desenvolver nas próximas 2 semanas (por exemplo, comissionamento de inversores ou segurança em altura) e aplique-a num projeto real ou piloto; resultados práticos são a sua melhor carta de apresentação.

Source: pt.euronews.com

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